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SERÁ QUE PODEMOS EDUCAR O HOMEM POR FORA E DEIXAR O CENTRO LIVRE?

Novembro 17, 2009

Será que podemos educar o homem por fora e deixar o centro livre? Será que podemos ajudar o homem a ser livre interiormente, a ser sempre livre? Pois só nessa liberdade ele poderá ser criativo e, portanto, feliz. Caso contrário, a sua existência torna-se uma coisa tortuosa, uma batalha tanto interior como exterior. Mas para sermos livres interiormente é preciso um cuidado e uma sabedoria extraordinários.”

In “Cartas a uma jovem Amiga” de Krishnamurti

 Hoje, reli novamente as palavras sábias deste mestre, acessível a todos os tipos de público procurando apaziguar a revolta que senti ao ler a notícia que um jovem, licenciado pela Universidade de Coimbra, degolara a ex-namorada, (à frente do pai, que já nada pôde fazer) sua ex-colega, na noite de sábado para domingo. O namoro terminara há três anos e desde então, a jovem Carla Sofia Martins vivia sob ameaças. Sabemos também que Carla Martins era uma excelente aluna e tinha acabado de receber uma bolsa para um doutoramento em Bruxelas. 

Há cercas de dois anos, um aluno de Engenharia da FCTUC, degolou também a namorada e ex-colega. Este já foi julgado e encontra-se a cumprir a pena na prisão de Coimbra. Trata-se de um aluno excelente.

1. Será que a Academia da Universidade de Coimbra não questiona a violência que grassa no espaço da sua Torre?

2.Será que continua a dar luz verde às festas académicas, (praxes) pestilentas, em que o ÁLCOOL e a MÚSICA AOS BERROS esvaziam e ensurdecem a cabeça e os ouvidos de jovens e adultos, já para não falar da imundice em que ficam as ruas da cidade?!  (Nestas folias que duram dias, os estudantes universitários deixam à sua passagem, o lastro da urina e dos vómitos, caminham por cima dos carros estacionados, tocam às campainhas dos prédios e passeiam-se pelos elevadores deixando lá o odor pestilento a suor, álcool e urina).

– Óh Grande e Vil tristeza!

Já que existe, e Bem Necessária é, a Figura do Provedor do Estudante no Ensino Universitário, também proponho que passem a existir Associações de Pais/Mães, Encarregados/as de Educação do Ensino Superior. Revejam os estatutos, pois é caso para isso. E o Sr. Ministro do Ensino Superior reúna as suas hostes e siga a sua congénere, Ministra da Educação, que expedita foi, ao proferir, que sabe fazer e depressa.

Entretanto, a Dr.ª Isabel Alçada pode seguir o exemplo do Ensino Superior e fazer aparecer, a Figura do Provedor da Criança. Imagine-se que ” foi posta de pé”, em primeiro lugar ,a figura do Provedor do Estudante Universitário e “ não se levantou, porque já existiu e caiu” a figura do Provedor da Criança. Recordo que, à figura do Provedor da Criança cabe divulgar os direitos da criança, o seu conteúdo, os meios para seu exercício e colaborar com os órgãos competentes na procura de soluções adequadas aos legítimos interesses da criança bem como o aperfeiçoamento dos procedimentos específicos desta área.

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