Archive for the ‘Violência Doméstica’ category

CASAS-ABRIGO SÃO INSUFICIENTES PARA ACOLHER VíTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Dezembro 16, 2009

Portugal possui, actualmente, 36 casas-abrigo para acolher mulheres e crianças vítimas de violência doméstica, encontrando-se o interior do país a descoberto.

Ficamos a saber ,pela  secretária de Estado para a Igualdade,  o preocupante aumento deste flagelo social que, paulatinamente, tem vindo a ser descoberto .

“Nos primeiros seis meses do ano, PSP e GNR registaram 14.600 participações de violência doméstica, o que significa um aumento de 12 por cento face a igual período do ano anterior.” Todos os dias, uma média de 80. A violência doméstica tornou-se crime público em 2000. A coragem para romper o silêncio tem estado em crescendo. As forças de segurança registaram 11.162 ocorrências em 2000, 12.697 em 2001, 14.071 em 2002, 17.527 em 2003. A tendência sofreu uma ligeira quebra em 2004: 15.541. E logo recuperou: 18.193 em 2005, 20.595 em 2006, 21.907 em 2007, 28.381 em 2008. “

CRIASnotícias

Não nos causa surpresa  que o país não se encontre preparado para dar resposta a todas estas situações, não obstante as boas vontades das instituições mais vocacionadas para esta problemática.

A TELEVISÃO PÚBLICA AO SERVIÇO DA EDUCAÇÃO

Dezembro 3, 2009

Hoje, vimos, em horário nobre, um programa de Mafalda Gameiro sobre “Os avós com SIDA.”

Já há cerca de 4/5 anos que existe alguma preocupação da parte dos serviços de saúde com o aumento dos casos de SIDA na 3ª Idade.

Pelo que nos foi dado ouvir e ver, neste contexto de grave ignorância em que vivemos, por um lado, o uso do preservativo está muito longe de estar interiorizado e, por outro, mantêm-se as práticas de relações sexuais com múltiplas parceiras.

Se a educação sexual continua a andar a passo de caracol (até a Ministra da Saúde, há dias, mostrou a sua preocupação com a lentidão com que caminha a educação sexual!), e se tivermos que aceitar que a Escola não é o desejado «laboratório educacional» para apostar seriamente na prevenção da transmissão, neste caso da SIDA, então, por que não colocar a televisão pública ao serviço da educação?

Será que falar de Sida não é o mesmo que falar de sexualidade responsável?

Não sabemos que a SIDA continua a ser um grave problema de Saúde Pública e que são insuficientes os esforços que têm sido mobilizados?

MUITOS SEROPOSITIVOS FICAM À PORTA DOS LARES

Dezembro 1, 2009

Ao medo de prestar cuidados” junta-se “o medo da reacção dos outros doentes e dos seus familiares”, diz assistente social.

Elizabete (nome fictício) demora pelo menos duas horas de transportes públicos a ir visitar a mãe de 74 anos ao único lar que a aceitou. Por ser seropositiva, não foi possível encontrar uma unidade no concelho onde vive, Cascais, diz a filha, por mais que se tentasse. Só consegue ir visitá-la “duas vezes por mês” e “ela sente-se mais só, lá do outro lado do rio”, na Charneca da Caparica (Almada). Com o avolumar de problemas de saúde – cataratas, dificuldade em andar -, esta auxiliar de acção educativa conta que se tornou impossível mantê-la em casa, um terceiro andar sem elevador.

As associações que trabalham na área do VIH/Sida sentem cada vez mais o problema que dizem ser de discriminação de utentes seropositivos na entrada em lares. O problema tende a agravar-se, já que, com a melhoria dos tratamentos, aumentou a esperança de vida de doentes, nota Sara Carvalho, assistente social da associação Abraço, em Lisboa. “Chegam-nos cada vez mais dependentes”.

Os números oficiais não nos permitem saber qual é a distribuição etária da patologia. Apenas se sabe que o grosso das notificações acontece quando os doentes têm menos de 45 anos, diz o coordenador nacional para a Infecção VIH/Sida, Henrique Barros. Amanhã é Dia Mundial da Sida.

Situação típica: “Ligo para um lar, digo que tenho um utente para colocar, aceitam, acerto preços. Quando digo que de onde estou a ligar a vaga deixa de existir, a pessoa que era para sair afinal não saiu”, afirma Sara Carvalho, notando que só contactam unidades com alvará da segurança social. Ao longo dos últimos três anos viram cerca de 20 utentes ser recusados. A solução de recurso acaba por ser dar apoio domiciliário “a utentes que estão em casa mas não deviam estar”. Em 40, têm cinco a seis nesta situação, “incluindo uma utente em estado vegetativo há três anos”, nota Sara Carvalho.

Chama-se “centro de alojamento temporário” porque era suposto que as pessoas ali estivessem de passagem, mas a verdade é que “muitas vezes as pessoas vão ficando, às vezes até morrerem”, constata Cidália Rodrigues, coordenadora do Movimento de Apoio à Problemática da Sida, no Algarve. As camas são só nove, não são articuladas, sem vigilância nocturna. “Nós damos uma resposta não qualificada”, notando que, “em dez anos, não tenho um único caso de um seropositivo inserido num lar, nem pago nem comparticipado”. Normalmente, dizem-lhes que fica “em lista de espera”.

A falta de equipamentos é um problema nacional, ressalva Maria Eugénia Saraiva, presidente da Liga Portuguesa Contra a Sida, em Lisboa. “Mas se há duas pessoas em lista de espera, uma com VIH e outra sem, optam pela não seropositiva. Os lares que aceitam são uma minoria. As negas são diárias”.

Por também sentir cada vez mais esta dificuldade, a Associação SER+, em Cascais, fez há cerca de um ano um exercício: uma técnica vestiu a personagem de uma filha que estava à procura de um lar que recebesse o pai, idoso e seropositivo, conta a coordenadora, Andreia Pinto Ferreira. Em 14 lares contactados por telefone na região, oito disseram que não. Justificações? “Os utentes não estão em quartos sozinhos e há o perigo de a pessoa se cortar ou magoar”, “já tiveram um utente infectado e surgiram problemas com as funcionárias, que tinham muito medo”, “no regulamento está explícito que não podem ter ninguém com doenças infecto-contagiosas”. Três disseram que “não têm condições para acolher este tipo de utentes”.

Não há respostas por escrito

Mas todas as respostas são dadas pelo telefone. “Pedimos que nos mandem documentos. Se alguém pusesse isso por escrito, os lares fechavam. Já ninguém cai nessa”, constata Paula Policarpo, vice-presidente da Abraço e jurista, que diz que mesmo que gravassem as conversas estas não serviriam “de meio de prova”, notando que têm dado conta da situação à Coordenação Nacional para a Infecção VIH/Sida.

Há quatro anos que Henrique Barros ocupa o cargo de coordenador nacional e afirma que só teve conhecimento oficial de uma situação, comunicada por um hospital há dois anos, num lar do Norte, onde uma doente foi abandonada. A coordenação interveio, a doente acabou por regressar ao lar e foi posto um processo na Ordem dos Médicos contra o clínico que recusou a integração. “Não fomos informados de mais nada. Denunciem casos! Não tenho provas. Perante casos reais, averiguamos.”

Edmundo Martinho, presidente do Instituto de Segurança Social, queixa-se do mesmo. Diz que receberam “dois a três casos que são antigos e foram resolvidos. Não temos mais nenhum caso reportado, o que não quer dizer que não existam. É importante que os sinalizem”.

Inês Carreira, assistente social do Hospital de Egas Moniz, em Lisboa, nota que “há dificuldades ao integração”, mais ao nível de lares particulares e casas de repouso, mas que mesmo aí pensa que “a rejeição não é tão grande”.

Andreia Alcântara, assistente social do serviço de doenças infecciosas do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, diz que as recusas ocorrem sobretudo em lares privados com alvará. “[Na cidade] de Lisboa, é muito difícil encontrar lares que aceitem pessoas infectadas”. Acaba por aceitar um grupo muito restrito de unidades fora da cidade. A assistente social conta que não são recusas explícitas, “encontram formas de dificultar a integração: dizem que não reúnem condições para ter um doente seropositivo, que não têm vagas, inflacionam preços”.

No caso das instituições particulares de solidariedade social, “que não podem negar a integração, referem a inexistência de vagas, dizem que têm listas de espera”. “Ao medo de prestar cuidados” junta-se “o medo da reacção dos outros doentes e dos seus familiares, de que o lar fique estigmatizado como unidade que recebe seropositivos”. O presidente adjunto da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, Eugénio da Cruz Fonseca, afirma não conhecer situações de discriminação, mas, mesmo que isso acontecesse, não podiam agir. “As instituições são autónomas, não as podemos levar a mudar de comportamentos.”

O coordenador nacional para a Infecção VIH/Sida, Henrique Barros, diz que as respostas sociais são cada vez mais, com a rede de cuidados continuados. A assistente social Andreia Alcântara concorda que na rede não há problemas de recusa mas trata-se “de soluções temporárias” e “demoram muito tempo. Às vezes os doentes ficam à espera quatro, cinco meses, o que é péssimo, porque correm o risco de apanhar infecção sobre infecção”.

Doentes hospitalizados sem resposta social

Meia centena está à espera de uma alternativa

Num universo de 1012 doentes com VIH/Sida carenciados, eram 50 (cinco por cento) os que se encontravam internados em hospitais não por razões clínicas mas “porque aguardavam resposta social”, o que tanto inclui a sua integração em lares, em unidades da rede de cuidados continuados ou regresso à família, refere Margarida Lobão, técnica da Coordenação Nacional para a Infecção VIH/Sida. O levantamento foi feito no ano passado junto dos serviços sociais de 28 hospitais.O objectivo do inquérito, enviado para 40 hospitais, era conhecer o universo de doentes infectados com dificuldades económicas e que, por isso, precisaram da intervenção da assistência social dos hospitais. Margarida Lobão nota que 12 unidades hospitalares não responderam – entre elas encontram-se alguns dos grandes, como o Santa Maria e o Curry Cabral, ambos em Lisboa.

Ainda assim, é possível constatar que a maioria dos 1012 doentes é homens, apenas 36 por cento são mulheres. A maioria tem entre 30 e 49 anos (64 por cento), apenas 4,8 por cento têm mais de 65 anos. Nove por cento são imigrantes ilegais e a maioria não tem mais do que o ensino básico ou o segundo ciclo.

O grosso dos doentes diz viver em casa familiar (69 por cento), 12 por cento em pensões e sete por cento em instituições, enquanto dois por cento dizem viver em barracas e seis cento serão pessoas sem abrigo. Para sobreviver, dependem, em larga medida, das suas pensões ou reformas (23 por cento), 18 por cento recebem o Rendimento Social de Inserção e 17 por cento auferem salários. C.G.”

Catarina Gomes/Público – 30.11.2009

Blocosdevida questiona:

A rede de lares, em Portugal, é infelizmente muito diminuta e impreparada para responder às inúmeras solicitações das famílias. Neste momento, o que acontece é que as famílias, em geral,  vão resistindo a colocarem os seus familiares em lares e só o fazem numa fase já muito avançada quando se encontram acamados e sem recursos para tratar deles.  

Temos alguma dificuldade em acreditar que não haja vagas para as famílias endinheiradas. O dinheiro fala cada vez mais alto. E,o mesmo

deverá acontecer com os seropositivos. Seria  interessante averiguar se “seropositivos das classes médias altas” ficam à porta dos lares…

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA EM MOMTEMOR-O-VELHO: O NOSSO TESTEMUNHO

Novembro 30, 2009

A Associação Fernão Mendes Pinto, sediada em Montemor-o-Velho, tem de há alguns anos a esta parte, vindo a realizar um trabalho notável na área da violência doméstica. Conhecemos, in loco, o empenho das/os profissionais ligados a esta área. Para além do Gabinete de Atendimento à Vítima, têm trabalhado a prevenção através de palestras, debates de filmes, teatro, acções de formação, materiais informativos e outras actividades culturais.

Blocosdevida  analisou e colaborou com o projecto Violência entre Laços (Violence Between Bounds), projecto co-financiado pelo Programa Daphne, em parceria com Barcelona, Asturias e Finlândia.

Blocosdevida guardou os registos das dificuldades, então identificadas, e relembra:

1. A resistência das pessoas ameaçadas pela mudança;

2. Falta de recursos e financiamentos;

3. As barreiras que perpetuam as desigualdades históricas;

4. As atitudes e tradições sociais altamente enraízadas;

5. Ênfase na necessidade de programas específicos a desenvolver ao nível do sistema educativo português no domínio da violência.

Entretanto, sabemos que está em curso o programa Tempus, (penso que ) sucessor do programa anterior. É muito comum, em Portugal,

uma cultura de Programas, que duram enquanto duram. Depois, o que resta? Algumas sementes, lançadas a esmo, com tanto esforço de “alguns carolas” e que são esboroadas pelo vento, num qualquer dia de ventania.  Não foi este o caso da Associação Mendes Pinto, que agarrou com força e determinação a violência doméstica em Montemor-o-Velho.

Blocosdevida associa-se, com grande pesar,  às famílias destas duas vítimas,  à população de Montemor e à Associação Fernão Mendes Pinto.

HOMEM MATA A TIRO A MULHER E MILITAR DA GNR

Novembro 29, 2009

29.11.2009 – 13:27 Por Lusa

” Um homem de 41 anos matou hoje a tiro a mulher, que se encontrava dentro de uma ambulância, e um militar da GNR em Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra, disse à agência Lusa fonte da corporação. O comandante do Destacamento da GNR de Montemor-o-Velho adiantou à agência Lusa que um segundo militar foi baleado na anca, encontrando-se hospitalizado mas livre de perigo.

Segundo o alferes Nogueira, a mulher, “com sinais de agressão”, apresentou queixa contra o marido por violência doméstica esta manhã no posto da GNR de Montemor-o-Velho, tendo os militares de serviço chamado uma ambulância para que fosse observada no Instituto de Medicina Legal. “A mulher ainda arrancou na ambulância mas o condutor foi obrigado a regressar ao posto da GNR por ameaça do marido que seguia no seu encalço”, explicou o oficial. Foi já com a ambulância parada junto ao posto da GNR que o agressor terá disparado uma caçadeira contra a mulher, atingindo-a mortalmente.

Detido pelos militares do posto, o homicida foi revistado no interior das instalações onde, de acordo com o alferes Nogueira, terá sacado de um revólver e atingido os dois militares.”

A NOSSA PROPOSTA

TOLERÂNCIA ZERO PARA A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Perante o  número de mulheres assassinadas por ex-namorados, namorados, companheiros e maridos a que temos assistido nos últimos dias, para não falar já das 51 assassinadas em 2008, blocosdevida propõe medidas preventivas céleres, a saber: prevenção primária, prevenção secundária e prevenção terciária.

1. Prevenção primária: Como?

CRIAR UMA CONSCIÊNCIA SOCIAL (HOMENS E MULHERES)

– Sensibilizar a sociedade em geral para trabalhar as falsas crenças que perpetuam este tipo de agressões. (Ex: Um homem precisa de mostrar à mulher quem é que manda logo desde o início, senão acabará dominado, um homem que bate na mulher nunca tem culpa, uma mulher só respeitará um homem que mande nela, etc). 

– Promover campanhas de divulgação: cartazes em locais públicos, como por exemplo, hospitais, centros de saúde, sindicatos, supermercados, hipermercados, etc.

–  Usar a televisão pública para: debates, filmes, peças de teatro, spots, etc

– Promover a eliminação dos estereótipos de género nas nossas escolas: sensibilizar, desde muito cedo, as crianças para a igualdade de género e para a não violência.

– Responsabilizar “os media” para o seu papel de Educadores/Comunicadores. Alertá-los para a necessidade de divulgarem a condenação do agressor para que a sociedade saiba que estes crimes não ficam impúnes.

2. Prevenção Secundária

– Identificar os grupos de risco, grupos considerados mais vulneráveis e dar-lhes apoio profissional.

3. Prevenção Terciária

– Dar apoio às mulheres(filhos e filhas) que sofreram violência ou estão a passar por situações de violência na família, proporcionando -lhes total protecção.

– Proporcionar acompanhamento psicológico às: vítimas, filhos/as e agressores. Se os agressores não forem tratados, a espiral de violência continuará com outras mulheres.

ARCEBISPOS IRLANDESES ESCONDERAM DURANTE DÉCADAS ABUSOS SEXUAIS

Novembro 26, 2009
“O cardeal Desmond Connell, que foi primaz da Igreja Católica na Irlanda, e mais três arcebispos do país são apontados num demolidor relatório de 700 páginas como tendo encoberto durante décadas o abuso sexual de crianças por sacerdotes de Dublin.
 
 
A não comunicação de crimes à polícia, de modo a proteger o bom nome da Igreja, é uma das faltas apontadas neste trabalho aos quatro arcebispos, segundo conta hoje o jornal britânico “The Daily Telegraph”.

Trata-se do segundo relatório que nestes últimos seis meses vem falar de abusos de crianças em instituições católicas da República da Irlanda, depois daquele que em Maio falou de décadas de flagelações, de trabalho escravo e de violações colectivas em grande parte do antigo sistema de escolas e reformatórios.

“Vai ser uma leitura de horrores. Não só as vítimas ficarão chocadas, como os paroquianos irão ficar chocados e questionarão a sua fé”, comentou a associação The Irish Survivors of Child Abuse, a propósito deste relatório a divulgar oficialmente hoje pelo Ministério irlandês da Justiça.

Foi a terceira investigação oficial que se fez nos últimos quatro anos aos abusos verificados no seio da Igreja Católica na Irlanda, depois de investigações independentes a sacerdotes que se comportaram de forma indigna.

Neste trabalho destaca-se a normalidade de a hierarquia transferir os abusadores de uma paróquia para outra, em vez de enfrentar frontalmente o problema.

“Vamos ler os sórdidos acontecimentos que se verificaram na arquidiocese de Dublin”, disse o arcebispo Diarmuid Martin, a propósito das histórias de uma amostragem de 45 sacerdotes que cometeram abusos entre 1975 e 2004.

Explica o “Daily Telegraph” que na verdade apenas se revelam os nomes verdadeiros de 10 padres, por já estarem mortos ou na cadeia, enquanto os restantes são referidos com nomes falsos, de modo a evitar-lhes inconvenientes de maior.

Estas 700 páginas pormenorizam relatos feitos pelas vítimas, A RESPOSTA DO EPISCOPADO E A FORMA COMO A POLÍCIA E AS AUTORIDADES DE SAÚDE REAGIRAM AO SABER DOS DESMANDOS.

Em especial, destaca-se o comportamento negativo do cardeal Connell e dos arcebispos John Charles McQuaid, que morreu em 1973, Dermot Ryan, que morreu em 1984, e Kevin McNamara, falecido em 1987, todos eles encobridores dos delitos cometidos por sacerdotes da arquidiocese de Dublin.

O arcebispo Martin, que sucedeu ao cardeal Connell, hoje com 83 anos, chegou à conclusão de que, desde 1940, mais de 400 crianças contaram ter sido abusadas por pelo menos 152 sacerdotes, só na área da capital irlandesa.

São AO TODO CONCO VOLUMES DE HORRORES, que levaram NOVE ANOS A COMPILAR, para se mostrar como muitos orfanatos e escolas industriais da católica Irlanda do século XX eram lugares de medo, de negligência e de abuso sexual sistemático.

O relatório que o ministro da Justiça, Dermot Ahern, hoje apresenta ao princípio da tarde critica tanto as autoridades religiosas por terem escondido estas práticas criminosas como o Ministério da Educação, por ter sido conivente com o silêncio da arquidiocese.

Este trabalho foi coordenado por uma juíza do Supremo Tribunal da Irlanda, Yvonne Murphy, que entretanto também está a investigar alegações de factos equiparáveis ocorridos na diocese rural de Cloyne, no condado de Cork, no Sul do país.”

Blocosdevida acrescentaria a esta notícia: ” Apesar dos avanços científicos e tecnológicos que estamos a acompanhar e a desfrutar, não continuará o ser humano, no seu cerne, a ser um bárbaro?” Mas,” mas”, o ser humano tem um cérebro com um espaço para a inteligência e o amor. Há que sair da idade da Barbárie para entrar numa outra Era. As modernas investigações sobre o cérebro e sistema nervoso apontam para a possibilidade dessa transformação psicológica.

25 DE NOVEMBRO: PROGRAMAÇÃO DE ACÇÕES, EM COIMBRA, ASSINALAM O DIA INTERNACIONAL PARA A ELIMINAÇÃO DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER

Novembro 18, 2009

Um conjunto de acções organizadas pelo “Ciclo Bonifrates” têm como tema “Vida em estilhaços – Violência doméstica em cena”.

Este conjunto de acções tem início, hoje, dia 18 de Novembro e decorrerão até a dia 30 de Novembro.

Programação

  • 18 de Novembro. Exibição do filme “Dou-te os meus olhos”. Teatro Académico Gil Vicente. 21h30
  • A partir de18 de Novembro, a exposição “Estilhaços em Cena”. Reúne poemas de João Maria André e fotografias de Paulo Abrantes. Tem lugar no café – teatro Gil Vicente. Esta exposição poderá ser visitada até ao final deste mês.
  • 19 de Novembro. Exibição do filme “Padre Padrone”
  • 23 de Novembro, às 21.30h. Exibição do filme “Um eléctrico chamado desejo”
  • 24 e 25 de Novembro. A Cooperativa Bonifrates, sob a direcção, encenação e dramaturgia de José Maria André, leva à cena “Estilhaços”.

Trata-se de um espectáculo sobre o que insistentemente invade o campo do visível  e se furta ao olhar de quem o quer ver: o acontecimento da violência, em espaço doméstico, familiar, privado e íntimo.

  • 24 de Novembro, às 18h00, a tertúlia “Violência Doméstica” no café-teatro Gil Vicente.

O encontro irá juntar para debate o Grupo Violência. Informação, Investigação, Intervenção (Grupo V!!!) e a Comissão de Protecção às Crianças e Jovens.

  • Dia 25, às 18h00, Conversa “Estilhaços em cena: percursos de uma criação colectiva”.

Esta iniciativa irá juntar encenador, cenógrafo e actores da peça “Estilhaços”. Lançamento do livro “Estilhaços em Poemas”, com textos de José Maria André e fotografias de Paulo Abrantes.