Archive for the ‘Género’ category

O GOVERNO PONDERA REFORÇAR MEDIDAS COMO A NOVA LICENÇA PARENTAL. EXTRACTO DE ENTREVISTA DE ElZA PAIS, SECRETÁRIA DE ESTADO DA IGUALDADE

Novembro 13, 2009

A Licença de Parentalidade, apesar de não obrigar à utilização da licença por parte dos pais, dá incentivos à natalidade e cria condições para que as famílias possam decidir.

Quem ganha são as crianças. Não podemos falar ainda de resultados porque é recente.
Neste momento, a nossa preocupação é fazer com que a lei se aplique e, sobretudo, trabalhar a mentalidade dos portugueses e das portuguesas para que os pais utilizem a licença que a lei já disponibiliza.

 Esse será o nosso trabalho, ao nível da mudança de valores.

A conciliação entre a vida familiar e pessoal em Portugal ainda se faz muito no feminino. Através da utilização destas novas oportunidades, queremos que a conciliação se faça cada vez mais no masculino. As empresas terão de se adaptar.
(Isso, agora, é o que estamos para ver.Este sublinhado é meu).

 A CITE registou este ano uma subida do número de queixas. Isto significa que as pessoas, numa lógica de consciência de direitos, estão a reivindicar mais.

O facto de fazerem queixa e terem consciência é um sintoma positivo.(E também mostra que as pessoas começam a perder o medo.Este sublinhado é meu.)

licença de paternalidade

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A CANTORA ANNIE LENNOX RECEBE O PRÉMIO MULHER DA PAZ PELA SUA LUTA CONTRA A SIDA NA ÁFRICA DO SUL

Novembro 12, 2009

A cantora escocesa Annie Lennox foi ontem escolhida , (12 de Novembro) a “Mulher da Paz 2009″ pelo seu compromisso na luta contra a Sida na África do Sul. Estava ,assim, concluida, em Berlim, a décima cúpula das pessoas premiadas com o Nobel da Paz.

A cantora da dupla Eurythmics, famosa nos anos 80, fundou em 2007 a iniciativa SING, convidando 23 artistas a gravar um álbum, cujos lucros foram destinados à compra de medicamentos, educação e protecção das mulheres e crianças sul-africanas ameaçadas pela Sida.

Annie Lennox, vestida com uma t-shirt com a inscrição “HIV Positivo”, recebeu a estatueta de bronze das mãos do ex-presidente da república sul-africana, Frederik de Klerk, Nobel da Paz em 1993 pelas reformas que acabaram com o apartheid em 1991.

Lennox contou como a sua primeira viagem à África do Sul, em 2003, lhe abriu os olhos para o problema, principalmente depois de um discurso de Nelson Mandela, na ilha-prisão de Robben Island, onde permaneceu detido 26 anos, e qualificou como genocídio a pandemia de Sida em África.

RESPONSABILIDADES DA MINISTRA DO TRABALHO NO ACTUAL QUADRO DA IGUALDADE DE GÉNERO

Outubro 26, 2009

 A Ministra do Trabalho que hoje tomou posse, oriunda do meio sindical, conhecerá bem os princípios consagrados na legislação laboral portuguesa, no que concerne a homens e mulheres.

Convém, no entanto, relembrá-los:

1.Igual acesso ao trabalho, ao emprego, à formação profissional e progressão na carreira.

2.Igualdade salarial para trabalho igual ou de valor igual.

3. Eliminação dos diferentes tipos de segregação no mercado de trabalho.

4. Participação equilibrada dos homens e das mulheres na vida profissional e na vida familiar, nomeadamente com a partilha entre pais e mães dos direitos associados à paternidade e maternidade e prestação de cuidados a filhos e filhas  ou a outras pessoas em situação de dependência.

Entretanto, as assimetrias entre homens e mulheres em questões de trabalho e emprego mantêm-se ou acentuaram-se.

E por que escolho a palavra “acentuar”?

1. O mercado de trabalho vive mudanças profundas.

2. Novas formas de trabalho e emprego marcam os tempos difíceis que atravessamos.

3.Novos padrões de relacionamento familiar vieram para ficar.

4. Existe uma elevada assimetria nas questões de género.

Aguardamos, expectantes, para ver como é que a NOVA MINISTRA irá enfrentar algumas das preocupantes questões que passo a descrever.

1.A população activa feminina tem menos acesso á formação profissional e a sua remuneração é inferior à dos homens.

2. As empresas privilegiam o seguinte perfil de profissional competente: individuo do sexo masculino, sem responsabilidades familiares para terem total disponibilidade para a profissão.

Neste contexto, os homens quando desejam igualizar as responsabilidades familiares com as profissionais, são discriminados nos seus locais de trabalho.

3. Os homens usam a licença por maternidade/ paternidade pouco frequentemente.

4. A percentagem de mulheres que preenche os lugares de topo das carreiras profissionais é reduzida.

5. A dificuldade de progressão da mulher nas carreiras profissionais advém, em grande parte, das responsabilidades acrescidas nas tarefas domésticas, do cuidar das crianças e dependentes.

 

 

 

 

A CIRANDA DA IGUALDADE DE OPORTUNIDADES ENTRE HOMENS E MULHERES NO MUNDO DO TRABALHO

Outubro 20, 2009

Os homens costumam ser conotados como força de produção; as mulheres são força de reprodução”, critica Catarina Marcelino. A existência de mais igualdade de oportunidades entre homens e mulheres seria decisiva para aumentar os níveis de emprego em Portugal, mas teria um impacto pouco expressivo na criação de riqueza quando comparado com os outros países da União Europeia (UE). Numa situação óptima (igualdade total entre homens e mulheres no acesso ao emprego), o aumento do produto interno bruto (PIB) de Portugal continuaria a ser prejudicado pela tradicional discriminação das mulheres em relação aos homens, como mostra um estudo encomendado pela presidência da União Europeia, a cargo da Suécia. O facto de muitos sectores produtivos serem pouco competitivos e obsoletos explicaria o resto desse mau desempenho.

Razão: em Portugal há muitas mulheres excluídas do mercado de trabalho que, mesmo estando a produzir nos mesmos termos que os homens, continuariam a ser prejudicadas com salários tendencialmente mais baixos e com perspectivas de progressão profissional mais limitadas, apesar das mesmas habilitações e qualificações profissionais. Os acréscimos de produtividade seriam, assim, dos mais baixos da UE.

 Muitas mulheres continuam a ser responsáveis pela gestão da casa, por cuidar dos filhos e familiares idosos, o que coloca sérios entraves à sua realização profissional, explica  Catarina Marcelino, que acabou de cessar funções como presidente da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE) para ocupar o cargo de deputada. As conclusões sobre os impactos na economia da igualdade de géneros surgem num estudo da economista sueca Åsa Löfström, da Universidade de Umeå. O documento mostra que, numa situação de total equilíbrio de forças no mercado de trabalho, o PIB português apenas avançaria 16%, a terceira pior marca da UE. Mais baixo só na Bulgária (15%) e na Eslovénia (14%). A média europeia ronda os 27%. O estudo, que serve de base de discussão para a conferência “A igualdade de géneros impulsiona o crescimento económico?”, que começou no dia 18 e terminou a 19 do mês em curso, e, explica que esse aumento no PIB português seria sobretudo explicado (em 57%) pela entrada de muitas mulheres no mercado de trabalho que hoje estão excluídas – por estarem desempregadas, ou ocupadas por trabalhos não remunerados, como cuidar dos filhos ou de familiares idosos – e menos por avanços na produtividade (que explicam 27% da subida potencial do PIB). Catarina Marcelino explica que “Portugal tem uma das maiores taxas de participação feminina da UE no mercado de trabalho, um factor positivo que deve ser destacado”. “O problema é quando se olha para as profissões. Para os mesmos níveis de habilitações, as mulheres ganham, em média, menos do que os homens e, normalmente, tendem a ficar com os trabalhos menos qualificados”. A explicação é curta, mas forte: “Os homens costumam ser conotados como força de produção; as mulheres são olhadas como força de reprodução”, atira a ex-presidente da CITE.

 Na prática, “essa discriminação que ainda está muito enraizada no nosso país”, reflecte-se nos salários. É nas profissões de topo que a discriminação de rendimentos é maior. “O gap salarial entre homens e mulheres ronda os 10% nas profissões de nível mais baixo, mas quando se sobe na escala vai piorando. Nos cargos de topo, a diferença ronda uma média de 30% a favor dos homens”, lamenta.

género.igualdade de oportunidades.

CANDIDATURAS AO MESTRADO DE ESTUDOS SOBRE AS MULHERES

Outubro 12, 2009

Sem título

CONTINUAÇÃO DA CIRANDA DA EDUCAÇÃO SEXUAL

Setembro 11, 2009

 Num estudo de 2004, intitulado “Abusos Sexuais de Crianças na Região Centro de Portugal” da autoria de Maria Manuela Melo de Carvalho Pereira, concluiu-se que este mostra lacunas várias nas políticas de educação para a sexualidade.

Trata-se de um estudo de caracterização de alegados abusos sexuais de 202 crianças, oriundas da região centro e observadas no Instituto de Medicina Legal de Coimbra num período de cinco anos, de 1997-2001.

Da análise desta amostra, verifica-se que 18,8% das crianças se encontram na faixa etária dos 14-15 anos, 17,3% na faixa etária dos 12-13 anos, 16,3% na dos 10-11anos, o que significa que mais de metade das crianças vítimas de abuso têm idades compreendidas entre os 10-15 anos, cerca de 21% têm entre os 6-9 anos e 15% entre os o-5 anos.

A maioria dos agressores não usou preservativo. Apenas 3,3% o fizeram. Todos os abusadores são do sexo masculino, destacando-se a faixa etária dos 30-40 anos, seguida dos 40-50 e dos 15-18 anos. Cerca de 20% das crianças com idades compreendidas entre os 6-18 anos já são agressoras.

Das variadas estratégias usadas pelos agressores para se aproximarem das crianças foram observadas “técnicas de educação sexual” que as crianças desconheciam e que eles se dispunham a ensinar, preservando o silêncio de cumplicidades.

Parece-nos relevar que o Instituto de Medicina Legal faz os relatórios dos exames médico-legais das crianças  pedidos por entidades oficiais, nomeadamente tribunais e polícias, após a respectiva apresentação de queixa.

tese

ENCONTRAR ESPAÇO PARA SABER SOBRE SEXUALIDADE É IMPORTANTE

Setembro 9, 2009

Segundo as estatísticas de 2008, mais de 80% dos homens e das mulheres portuguesas tiveram contacto com o vírus do Papiloma Humano (HPV), em algum momento da sua vida.

 – Como? – Tendo relações sexuais desprotegidas. A transmissão do vírus é efectuada por via sexual, incluindo o que habitualmente se designa por preliminares. Alguns tipos deste vírus (HPV) podem ser responsáveis pelos seguintes cancros:

1.Colo do útero

2.Vulva

 3.Ânus

4.Pénis

 5.Boca

 6.Pele

Todos os anos são diagnosticados cerca de 956 mulheres com cancro do colo do útero. Destas morrem cerca de 378.

– Como é que uma jovem sabe que teve contacto com este vírus?

– Através de um exame muito simples, a citologia, mais conhecida pelo nome de Papanicolau. Todas as mulheres ou jovens com actividade sexual devem fazer este exame. Dado que existe uma vacina contra este vírus, as raparigas devem fazer esta vacina antes do início da actividade sexual.