Archive for the ‘Convenção dos Direitos da Criança’ category

A DESCOBERTA DA PÍLULA

Dezembro 9, 2009

A descoberta da pílula, nos anos 60, foi o acontecimento mais revolucionário dessa década.

-Porquê?

-Porque permitiu à mulher tomar, na sua mão, as seguintes decisões:

  • Quantos/as filhos/as deseja e pode ter
  • Quando
  • De quem

A esta descoberta reagiram, de imediato, as vozes dos Velhos do Restelo, advertindo para o reforço da “promiscuidade à qual por natureza, elas já são inclinadas”.

A ideologia machista punha, assim, as garras de fora, como se as mulheres fossem mais promíscuas do que os homens!

Imagine-se a má fé “de certa gente” que, ao abrigo da “descoberta da pílula” procurou lançar a confusão, numa área tão sensível como “evitar uma gravidez indesejada”, alimentando e apontando para os possíveis perigos das mulheres passarem a gozar de autonomia para terem relações sexuais com todo e qualquer homem!

A década de 60 fica também na História pela implementação dos Estudos das Mulheres nas universidades americanas e canadianas.

A geração dos Direitos Sexuais e Reprodutivos não foi sujeito destas mudanças. Há que lhes dizer que a História que lhes é ensinada é a História dos Homens porque a das Mulheres ainda há pouco se começou a fazer.

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A PREVENÇÃO É UMA PRIORIDADE NA CONFERÊNCIA EUROPEIA SOBRE VIH

Novembro 28, 2009

A prevenção parece ter-se tornado um dos temas mais importantes da 12a Conferência Europeia sobre SIDA, que abriu oficialmente em Colónia a 11 de Novembro.

Na abertura da conferência de imprensa, a Prof. Francoise Barre-Sinoussi disse que actualmente a prioridade da investigação básica sobre o vírus é impedir o VIH de estabelecer uma infecção crónica nas pessoas.

Retomando o tema da prevenção, o Prof. Jurgen Rockstroh da Universidade de Bona realçou que, na Europa, 50% das infecções não estão diagnosticadas.

Aos media foi referido que a redução dos casos não diagnosticados e a disponibilização do tratamento para o VIH e dos cuidados de saúde iriam melhorar os resultados individuais e ajudariam a prevenir novas infecções.

Pesquisa básica: melhores medicamentos, melhor prevenção

Mais de 4000 delegados reuniram-se em Colónia para conhecer os desenvolvimentos mais recentes da epidemia do VIH no continente europeu.

O tratamento actual para a infecção pelo VIH é altamente eficaz e os médicos estão cada vez mais confiantes que os doentes na Europa tenham a oportunidade de ter uma esperança de vida quase normal. A Prof.a Barre-Sinoussi, no entanto, disse à imprensa que um dos principais objectivos da investigação básica sobre o VIH é de encontrar novos alvos para os medicamentos anti-retrovirais e até modos de erradicar o VIH.

Sugeriu que a investigação sobre os chamados “controladores de elite” – pessoas seropositivas que permanecem livres dos sintomas da infecção e têm uma carga viral muito baixa – poderia, não apenas melhorar o tratamento para o VIH, mas também beneficiar a prevenção.

VIH na Europa

A importância de diagnósticos precoces foi clara no resumo do Prof. Rockstroh dos aspectos clínicos em evidência na conferência.

Cerca de metade de todas as infecções do VIH na Europa não estão diagnosticadas, sendo que este número ascende a 79% em alguns países da Europa de Leste.

O Prof. Rockstroh afirmou, que é essencial um incremento no número de testes realizados para o VIH para controlar a epidemia no continente. No entanto, as leis que criminalizam a transmissão e a exposição ao VIH, e níveis elevados de estigma em alguns países foram identificados como obstáculos que dificultam a realização do teste.

Vários outros temas chave da conferência foram realçados na conferência de imprensa.

Michael Carter/nam – 20.11.2009

CONVITE DA EDITORA SERVIÇO DE NOTÍCIAS CRIAS, CIDADÃOS DO MUNDO

Novembro 27, 2009
Caros amigos,
 
Venho convidar-vos a informarem das vossas actividades para o próximo  dia 1 de Dezembro.
O blog CRIASnoticias como o de Educação Sexual na Escola, são espaços para a divulgação do vosso trabalho.
Seria uma honra poder dedicar o dia 1 de Dezembro com notícias em exclusivo das vossas actividades.
 
ABraço
Estamos Juntos
Ethel Feldman
Editora Serviço de Notícias CRIAS
Cidadãos do Mundo
Tlm 00351 931 169 993

MINISTRA DA SAÚDE, DRA. ANA JORGE, INAUGURA NOVAS INSTALAÇÕES DA ASSOCIAÇÃO ABRAÇO NO GRANDE PORTO

Novembro 27, 2009

MINISTRA DA SAÚDE, DRA. ANA JORGE, INAUGURA

NOVAS INSTALAÇÕES DA ASSOCIAÇÃO ABRAÇO  NO GRANDE PORTO

28 DE NOVEMBRO – 10:00

 

No próximo dia 28 de Novembro, pelas 10:00, a Exma. Senhora Ministra da Saúde Dra. Ana Jorge, preside à inauguração das novas instalações da Abraço na área do grande Porto, o Centro de Atendimento João Carlos, com a presença do Coordenador Nacional para a Infecção pelo VIH/SIDA, Professor Dr. Henrique de Barros.

De forma a poder centralizar os serviços de apoio aos utentes do Grande Porto e para melhor e mais eficazmente responder às necessidades dos que crescentemente nos procuram, a Câmara Municipal do Porto, cedeu à Abraço um espaço em Aldoar (ex-Centro de Saúde de Aldoar com cerca de 170 m2), que se destina à instalação do Centro de Apoio Domiciliário João Carlos e Aconselhamento Psicossocial, o qual realizará entre outras valências, apoio de emergência social, distribuição de alimentos, encaminhamento de doentes e demais serviços, dotando assim a Abraço com uma maior capacidade de resposta e com um maior nível de qualidade na prestação dos serviços.

Este novo Centro Abraço funcionará em paralelo com o Centro de Apoio de Gaia e com a Casa de Acolhimento do Porto (Unidade residencial), duas valências de apoio aos utentes já existentes há vários anos na Região Norte.

Associação ABRAÇO

Largo José Luís Champalimaud, nº 4A

1600-110 Lisboa

Tel: 21 799 75 00  /  Fax: 21 799 75 99

Linha ABRAÇO: 800 225 115

www.abraco.org.pt

AJUDE A ABRAÇO E CONTRIBUA NA LUTA CONTRA A SIDA

Novembro 27, 2009

Bazar de Natal da Abraço PORTO , Rua do Bolhao 593  ate 31 de Dezembro

CONVITE

Novembro 27, 2009

PORTUGAL NEGA DADOS DA ONU

Novembro 27, 2009

Portugal é apontado no relatório anual das Nações Unidas como o país da Europa Ocidental com a mais alta taxa de novas infecções com o vírus VIH. Mas a Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida desmente estes dados.

A informação do relatório da ONUSida e da Organização Mundial de Saúde (OMS) coloca Portugal no topo dos países com mais infecções na Europa Ocidental em 2008, à semelhança do que acontece com os Estados Unidos na América do Norte. Mas a informação é desmentida pela Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida que, em comunicado, garante que “Portugal tem uma taxa de novos diagnósticos inferior a países como a Suíça, Reino Unido, Estónia e Letónia”.

A coordenação nacional garante que “não há qualquer razão para afirmar que a incidência da infecção está a aumentar em Portugal” e acusa a ONU e a OMS de terem “confundido” notificações com diagnósticos. Segundo a coordenação nacional, o documento em que a ONUSida se baseia apresenta dados sobre as infecções notificadas em 2007, “o que implica a acumulação de infecções diagnosticadas em anos anteriores” e que corresponde a um “esforço” para conhecer os casos diagnosticados anteriormente e que “são tardiamente reportados às autoridades”.

Em contraponto, a coordenação nacional aponta o relatório “HIV/AIDS Surveillance in Europe 2007″, elaborado pela OMS e pelo Centro Europeu para a Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC), onde Portugal aparece com uma taxa de infecção de 84,3 casos por milhão de habitantes (em 2007 foram diagnosticados 894 novos casos). Muito à frente de Portugal estão a Estónia (com uma taxa de 471,8), a Letónia (153,8), o Reino Unido (126,8) e a Suíça (101,7).

De acordo com esta tabela, entre 2004 e 2007, o número de novos casos de sida desceu consecutivamente em Portugal, passando de 1764 para 894 em 2007. No entanto, a verdade é que o último relatório do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge revela um aumento de casos em 2008: os dados do Núcleo de Vigilância Laboratorial de Doenças Infecciosas mostram que foram diagnosticados 1201 novos casos de infecção por VIH, o que corresponde a um aumento de 307 novos casos relativamente a 2007.

A maioria dos casos diagnosticados em 2008 em Portugal diz respeito a pessoas heterossexuais (57,6%), seguida de toxicodependentes (21,9%) e pessoas homossexuais e bissexuais (16,8%). O relatório da ONU, ontem revelado em Genebra, indica que nos países ricos a sida está a crescer entre os grupo de risco, designadamente homossexuais e toxicodependentes.

Radiografia de uma doença que afecta 33,4 milhões de pessoas em todo o mundo

Mais 20% de infectados

O número de pessoas em todo o mundo infectadas com o vírus HIV aumentou 20% nos últimos oito anos: em 2008, segundo o relatório anual da Organização Mundial de Saúde e da ONUSida havia cerca de 33,4 milhões de pessoas em todo o mundo infectadas com o vírus. Um sinal de que as novas infecções continuam a ocorrer, mas também um efeito das terapias antiretrovirais que prolongam e dão qualidade de vida aos doentes.

Novas infecções baixam 17%

Segundo a ONUSida, o número de novas infecções baixou 17% nos últimos oito anos, um decréscimo que se verificou sobretudo na África Subsariana, que regista menos 15% de infecções. Ainda assim, é aquela região do globo que continua a ser mais martirizada pela doença: concentra 71% das 2,7 milhões de novas infecções registadas em todo o mundo em 2008. No mapa das regiões mais infectadas seguem-se os países do Sul e Sudeste Asiático, com cerca de 280 mil infectados, Europa de Leste e Ásia Central, com 110 mil infectados, e a América Latina, com 170 mil infectados.

Pico da infecção foi em 1996

O relatório da ONUSida indica que o pico da infecção e da proliferação do vírus terá ocorrido em 1996 quando se estima que houve 3,5 milhões de infecções. Em 2008, as estimativas indicam que houve menos 30% de infecções do que há 12 anos: aponta-se para 2,7 milhões de novos casos.

Morre-se cada vez menos

O pico da mortalidade por VIH terá ocorrido em 2004 quando foram contabilizadas 2,2 milhões de mortes em todo o mundo relacionadas com a doença. Em 2008, a ONUSida aponta para um descréscimo de 10% em relação a 2004, contabilizando cerca de dois milhões de mortes.

Uma epidemia em mutação

O relatório da ONUSida aponta para alterações na forma de transmissão do vírus. Na Europa de Leste e Ásia Central, por exemplo, se a transmissão era antes sobretudo associada ao consumo de drogas intravenosas está agora a ser mais frequente a transmissão sexual.

Alerta para os grupos de risco

A ONUSida alerta que nos últimos anos tem havido um crescimento da infecção entre os grupos de risco (homossexuais e consumidores de drogas) por todo o mundo e apela a programas de prevenção específicos para estes grupos.

Gina Pereira/Jornal de Notícias – 25.11.2009